domingo, 3 de outubro de 2010

Olimpíada e classificação final do Brasil

Acabou de sair, às 08h20min, a classificação final das olimpíadas de xadrez.

Após uma eletrizante vitória contra a Eslovênia pelo placar mínimio (2v x 1d e 1e) o Brasil terminou num honroso décimo sétimo lugar no desempate.

Ficou embolado no grupo que vai do décimo primeiro ao décimo nono.  Sempre lembrando que o Brasil era o vigésimo quarto país na ordem de rating.

Parabenizar a toda equipe, capitão e à CBX pelo excelente resultado.

Congratular o GM Fier que tirou leite de pedra e venceu ao melhor estilo Ulf Andersson, fazendo valer vantagem milimétrica.

Parabéns, igualmente ao GM Diamant que abriu o caminho da vitória.

A campeã foi a Ucrânia, seguida por Russia 1 e Israel.

A campanha do Brasil foi:  7v - 1e - 3d (China, Hungria e Italia).  

No feminino, o Brasil, que era o n. 61 na ordem de entrada, terminou na septuagésima colocação, num grupo que vai do 66 ao 78.


Acredito que ambas as campanhas refletem o gradual amadurecimento que o xadrez brasileiro vem passando.



Blanco

sábado, 2 de outubro de 2010

Algumas especulações: olimpíadas e o sistema suíço

Li uma OPINIÃO sumamente rica sobre o último assunto aqui discutido sobre OLIMPÍADAS e o sistema suíço.

Leo Mano fez importantes observações acentuando o ponto nevrálgico.

"Os atalhos do sistema suiço tem um preço: Muita fibra nos momentos críticos.

O momento crítico do Brasil (quando a arrancada deveria começar) foi justamente contra a Itália, quando a equipe foi derrotada pelo celular do Pablyto (que NÃO tocou). Sei que este incidente não foi o fator decisivo para o resultado mas eu não podia perder esta piada...

O emparceiramento, de uma maneira geral, foi gentil com o Brasil. Apenas duas pedreiras (China e Hungria) e mais 8 matchs com equipes equivalentes ou inferiores. Nestes 8 matches a única derrota foi no momento crítico... Coincidência?

Enfim, estamos indo para a última rodada numa  situação já vivida por todos nós nos nossos suiços tupiniquins quando a última rodada resume todo o torneio: Uma vitória trará a glória, um empate nos manterá de cabeça erguida e uma derrota será mais uma frustração olímpica.

Estou adorando ver o Milos em sua melhor forma novamente. Juntamente com o Leitão, muito seguro, nos fizeram esquecer do Vescovi. Diamant está incrivelmente amadurecido e consistente. Fier, nas palavras do próprio Pablyto, se manteve fiel ao seu estilo. Li críticas com respeito a isso mas, se tivéssemos a chance de pegar um peixe grande na reta final, talvez ele fizesse toda a diferença a nosso favor. Já o Krikor jogou abaixo de suas possibilidades e provavelmente já encerrou seu torneio. Acumulou 1v, 2d e 5 empates num tabuleiro que muitos especialistas afirmam ser decisivo nos matchs olímpicos. Longe de querer responsabiliza-lo por alguma derrota. Contra a Itália a pane foi geral. Na verdade, como equipe, não me lembro de ter visto melhor em termos de resultados.

No feminino, a Rússia1 é campeã por antecipação (venceu todos os 10 matches) e irá jogar a última rodada contra a Rússia2 que luta por medalha. Vai ter marmelada?

Não vi as partidas do Brasil no feminino mas sei que jogaram dentro de suas possibilidades e, neste sentido, fizeram um bom torneio. O time está mais forte que no tempo da minha querida irmã Regina.

Leo Mano."

Vou refletir sobre tudo que aprendi acima.

Blanco

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Algumas especulações

Há algum venho reflexionando sobre aonde o Brasil poderia chegar nas Olimpíadas.

Penso que se utilizássemos o sistema suíço de emparceiramento, poderíamos atingir uma classificação muito acima da força de rating do time.

Lembro que o Brasil é o n. 24 dentre as 150 equipes competidoras.

Creio que alguns países se utilizam desse artifício para se cacifarem na classificação final. Isso pode não significar nada de concreto para além do prestígio inter pares.

De qualquer forma, acho que isso acaba, mal ou bem, se refletindo no xadrez interno de cada país.

Penso que o caso da França e Argentina na última olimpíada tiveram performance especiais.

Pode ser mera coincidência, mas procurem verificar no sitio

http://www.chess-results.com/tnr36795.aspx?art=2&rd=10&lan=10&flag=30&m=-1&wi=100 0

a escalada da FRANÇA até jogar, hoje, no primeiro tabuleiro.

Vejam, a França é o n. 10 em rating. Logo, seu tabuleiro correto é o n. 5. Compare-se, rodada a rodada, em quais tabuleiros os caras jogaram. Recorde-se que as olimpíadas tem 11 rodadas.

Se poderá verificar que ela jamais esteve além de suas forças até a rodada 9, se formos rigorosos. Se quisermos dar um desconto, então, somente na rodada 8 os caras atingiram a mesa a qual lhes corresponderia a força de rating.

Então, levando em consideração o viés rigoroso, a França jogou espetacularmente com o sistema suíço. Evidente que é uma estratégia arriscada e tudo pode dar errado.

Compare-se o caso de Portugal para ver um time azarado. Creio que tentaram o mesmo artifício, mas a uruca os perseguiu. Quando empatavam ou perdiam, caiam de mesa e acabavam pegando um adversário mais forte ou equivalente que ou tinha empatado ou perdido na rodada anterior.

Mas, há que se contar com um pouco de sorte. E esta bafejou o time francês. Na rodada 9 os caras enfrentaram o adversário "mais fraco" (Georgia) daqueles que lideravam, vale dizer, jogaram com um time, no máximo equivalente, e no mínimo estando na situação de favoritos.

Ganhou o match contra a Georgia e hoje teve o prazer de jogar no primeiro tabuleiro a "tudo por tudo" como dizem os portugueses (nós preferimos: ou tudo ou nada).

Perderam o match contra a Ucrânia, cujo time jamais saiu das primeiras meses em momento algum. E se desse uma zebra ?

São apenas considerações, mas, a derrota de ontem para a Itália, prejudicou demais a excelente campanha do Brasil. Um empate contra os italianos e uma vitória hoje nos teria relançado nas primeiras mesas, aonde poderíamos ter o prazer de jogar TUDO POR TUDO ou, se preferirem, Ou tudo ou nada, na ÚLTIMA RODADA!! Terminaríamos numa posição escandalosamente excelente para o nível do Brasil.

São meras divagações.

Acabo de ver que o Carlsen, n. 1 do mundo em rating, perdeu para um russo (digo, foi triturado) do time 4 da Russia. Com isso quero dizer que a mágica aconteceu nesse jogo. E se acontecesse na mesa 1 ?

Ontem quase aconteceu no feminino com a equipe Russa que estava com 100%.

Blanco

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Eleição

Reproduzo a lição do Professor Marco Aurélio Nogueira publicado em http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=4&cod_publicacao=34547 e no ESTADÃO do último domingo.

Blanco


27/09/2010

A política em estado de sofrimento

“A perda de confiança na política, o desinteresse da opinião pública pelos políticos, a sensação generalizada de que trabalham mal, que mais criam do que resolvem problemas – tudo isso parece entranhado na cultura da época”

Marco Aurélio Nogueira *

A poucos dias da ida de milhões de brasileiros às cabines de votação, não há festa cívica no país. Nunca antes tivemos um processo eleitoral tão insosso e despolitizado, tão vazio de elementos para que se entendam o mundo em que vivemos e o ciclo em que ingressaremos, sejam quem forem os próximos governantes.

Não vale a pena investir contra os políticos, ainda que a responsabilidade deles deva ser apontada. Talvez eles estejam sem forças, não tenham sabido reagir e se deixaram engolir pela pasmaceira geral. Pode ser que somente sejam o produto da prevalência de um modo de fazer política que se deleita em disputar a atenção dos mais pobres em troca de promessas ilimitadas de abrigo e proteção – um populismo atualizado e matreiro, mas nem por isso menos deletério. Embalado pela adesão generalizada das massas e das elites do país, esse modo de fazer política encurralou a oposição democrática, fazendo dela uma caricatura, um corpo sem pernas e sem cabeça, erraticamente em busca do tempo perdido.

O mal-estar que acompanhou a campanha não é um produto mecânico da má qualidade dos políticos nem uma falha das instituições. Tem dimensão universal, pode ser sentido em outras partes do mundo. A perda de confiança na política, o desinteresse da opinião pública pelos políticos, a sensação generalizada de que trabalham mal, que mais criam do que resolvem problemas – tudo isso parece entranhado na cultura da época. Estamos perante um problema que está além de responsabilidades pessoais ou institucionais.

Há vida aqui fora. Os problemas e as dificuldades se repõem sem cessar, agravando desníveis e desigualdades. A sociedade manifesta sua insatisfação e suas contradições de diferentes maneiras, mas sua voz não assume forma política, não consegue se unir nem definir com clareza o alvo a atingir. Faltam-lhe operadores e recursos organizacionais. A política entrou em estado de sofrimento, a representação parece levitar, como se não tivesse bases de sustentação.

É o preço que se está pagando pelo ingresso da humanidade numa nova fase do capitalismo, movida a velocidade, tecnologia, consumo, fluxos ininterruptos de informação, conectividade permanente.

No caso brasileiro, para complicar, o Estado e a política estão confundidos pelo cruzamento de modernidade tardia e condição periférica: ficamos excessivamente modernos sem deixarmos de ser pobres, desiguais e atrasados. A mistura desses dois universos é terrível. Embaça tudo. As instituições políticas se mantêm, mas perdem eficácia e qualidade. Soltam-se da sociedade e passam a afastar os cidadãos das decisões referentes à coletividade. Os eleitores flutuam, sem saber ao certo o destino real de seu voto e sem compreender a lógica do sistema eleitoral.

Os políticos, por sua vez, não se mostram à altura dos tempos. Estão sem estatura técnica e intelectual, lealdade ao povo e uma ideia de país. Vítimas não inocentes desse sistema, os partidos sobrevivem, mas não participam das eleições como forças ideológicas ou programáticas coesas, não se comportam como expressão de movimentos orgânicos de opinião. Reduziram-se à luta pelo poder.

Os bons parlamentares – sim, eles existem – não parecem possuir peso e articulação suficientes para dar às Casas Legislativas a expressão que precisam ter, nem para desfazer a imagem negativa que as cerca. Com isso os cidadãos ficam despojados de uma instância confiável de representação política e de processamento democrático de demandas e reivindicações.

A propaganda eleitoral acentuou a gravidade da situação. Mais uma vez, foi marcada pelo mais puro bestialógico. Teve alguma serventia na parte dedicada aos cargos executivos, mas foi patética no caso dos candidatos às Assembleias Legislativas e ao Congresso Nacional. Apresentou-os a contragosto, como personagens secundários, aprisionados em camisas de força que os transformaram em marionetes e ventríloquos. Não deram espaço para debates que valorizassem o trabalho legislativo e explicassem sua importância para a população, ou que ao menos indicassem ao eleitor a relevância que esse ou aquele candidato tem no partido a que está vinculado.

Vista como medida de alto impacto democrático, por facilitar a comunicação dos políticos com os cidadãos e abrir espaços para todos os candidatos, a propaganda eleitoral gratuita sofre as consequências de um efeito não desejado: quanto mais é controlada e formatada pelo marketing, mais escapa do discernimento dos políticos, mais os degrada e mais rebaixa o discurso político. Apequena a política, entregando-a a jogos de cena histriônicos, acusações bombásticas, revelações sensacionalistas, traições inusitadas.

A política, no fundo, ajustou-se às exigências da época: também ela se tornou "visual" e "imagética", repleta de luzes e mercadorias. Ao fazer isso, passou a correr o risco de deixar de ser exatamente aquilo que mais se espera dela: um espaço de reflexão crítica sobre o Estado, de agregação cívica de interesses e expectativas, de firme confronto de ideias. Se a política não puder ser isso, se não privilegiar o debate público e não for uma espécie de viga que não se dobra nem à vontade dos poderosos nem aos hábitos passivos dos cidadãos, então se converte em mera luta pelo voto e em "gestão". Ou seja, vira quase nada.

Para descobrir por que as atuais eleições foram tão sem graça podemos ponderar que, diante de propostas que não lhe falaram à razão, que oscilaram entre a autoglorificação, o radicalismo verbal abstrato e o tecnicismo gerencial, que exibiram candidatos desencarnados de partidos ou correntes de ideias, o eleitor optou pela acomodação. Em vez de terem criado condições para uma reflexão coletiva sobre o país e o mundo, as eleições empurraram o cidadão para um conservadorismo defensivo e meio alienado. Talvez isso nos ajude a entender o que sairá das urnas."

* Professor titular de Teoria Política da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Texto publicado originalmente no jornal O Estado de S. Paulo. Reprodução autorizada pelo autor.

Parabéns GM Darcy Lima, ...

Informo que o GM Darcy Lima foi consagrado como VICE-PRESIDENTE FIDE PARA AS AMÉRICAS no Congresso da Fide que se está realizando em paralelo às oliimpíadas de xadrez.

Tirante a minha aversão por essa figura famigerada da REELEIÇÃO, será importante ter um hablante de portugués na direção da FIDE-América, pois, além de periféricos somos uma ilha linguística nesse continente de Quijotes!

Acredito que isso representará um peso maior para o Brasil não só no cenário latino-americano, pois teremos eco para além mar.

Sucesso na nova empreitada GM Darcy.

Blanco

P.S.: Apesar de apoiar Karpov, tal como a federação local, estou acompanhando as olimpíadas de xadrez com avidez, noticiando para os alexanos as informações que apuro na internet. Acho que a federação ainda não se apercebeu, pois nenhuma nota foi colocada. Mas ainda há tempo. Vamos lá gente.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Abaixo os Ilyumzhinov

Seguimos na campanha pela eleição de Karpov lá e AQUI tb.

Karpov fala:

"¿Por qué Karpov?

Anatoly Karpov dedica su vida al ajedrez. Las calificaciones del ex campeón del mundo para representar y liderar la comunidad internacional del ajedrez están fuera de toda disputa. Su carácter y reputación lo hacen el embajador idea tanto para las esferas públicas como privadas. Justamente durante esta campaña, él ha sido recibido por primeros ministros y presidentes, directores de empresas y escuelas enteras, así como miles de amantes del ajedrez para quienes Karpov representa una leyenda viviente. Karpov conoce todos los aspectos del ambiente de ajedrez, desde el campeonato mundial hasta las docenas de programas escolares que ha puesto en marcha alrededor del mundo. Su experiencia como embajador de la UNICEF ha expandido sus recursos y su conocimiento de cómo hacer que las cosas se hagan en el mundo real.

Más importante aún, Karpov sabe cómo armar un equipo ganador.
Él entiende que siendo un gran jugador y representante del ajedrez no significa que pueda dirigir a la FIDE por sí mismo. Se requieren profesionales para poder dirigir un deporte profesional. El modelo de patronazgo político ha sido un desastre. Karpov ha sido capaz de reunir el pasado (su viejo rival Garry Kasparov está trabajando con la campaña) y el futuro (el número uno del mundo Magnus Carlsen, apoyando la causa con entusiasmo) Su campaña ha atraído a importantes patrocinadores corporativos y a un admirable Consejo. Como presidente de la FIDE, Karpov dirigirá el ajedrez a un deporte del siglo XXI.

Resumen de los elementos más importantes de la ambiciosa campaña de Karpov2010

* Convertir a la FIDE en una organización profesional y responsable que sirva y apoye a las federaciones nacionales.
Una FIDE exitosa significa federaciones exitosas. Punto.

o Poner la experiencia profesional en puestos que permitan desarrollar nuestro programa.
o Eliminar todos los pagos de las federaciones a la FIDE y reemplazar esos fondos con patrocinios comerciales.
o Reforzar la transparencia fiscal y los requerimientos éticos estándar para atraer y mantener a los patrocinadores.
o Mantener una federación, un voto y crear alianzas regionales para hacer más efectiva la cooperación entre federaciones.

* Lanzar un programa de desarrollo global para el ajedrez por cuatro millones de dólares así como un programa de promoción para asegurar a la siguiente generación de jugadores, entrenadores, árbitros, organizadores y funcionarios. El dinero está ahí y viene de patrocinios reales comerciales. El énfasis inicial será dado a las federaciones pequeñas, donde hay potencial para crecer y en donde la necesidad de ayuda es grande. Un aspecto importante de este programa será en la instrucción y ayuda en el desarrollo de relaciones comerciales, promoción en los medios y otras habilidades que se necesitan para desarrollar patrocinios.

* Usar la red Internet para unir a las federaciones y a toda la comunidad ajedrecística. Muchas federaciones tiene poca o nula presencia en Internet. Casi ninguna está conectada con otras. La FIDE debe proveer esto como un servicio estándar. Una mayor conectividad para las federaciones y los individuos bajo el auspicio de la FIDE puede aportar muchos servicios valiosos. Eso unirá también a los que juegan al ajedrez y acotará la marca de ajedrez FIDE, la cual podrá ser usada para generar utilidades.

* Restaurar y defender las mejores tradiciones del ajedrez, a la par que modernizar nuestro deporte. El campeonato mundial es una institución legendaria. Debería ser promovida y protegida, lo mismo que el propio juego. Los jugadores deben tener la oportunidad de crear un campeón del mundo que tenga credibilidad, lo cual sólo puede venir de un ciclo riguroso. Al mismo tiempo, debe dar nuevas oportunidades tales como eventos profesionales en Internet y hacer que el ajedrez sea un deporte olímpico, son metas a alcanzar.

¿Por qué no Ilyumzhinov?

Estamos entusiasmados sobre nuestro mensaje positivo del cambio. Pero hay negativas que no pueden soslayarse cuando se reta a un régimen que lleva 15 años con tan pobres récords. Para que el ajedrez pueda cambiar se requiere de una transformación mayor que la que la administración de Ilyumzhinov ha mostrado nulo interés o habilidad para hacer los cambios que se necesitan. El ajedrez en las escuelas, las actividades en Internet y la expansión, el crecimiento en un mundo en desarrollo, patrocinios corporativos, grandes eventos en las capitales más importantes y mercadotecnia, presencia en los medios, son algunas áreas en las que la FIDE ha declinado o se ha mantenido estancada con el régimen de Ilyumzhinov. En lugar de acciones hemos tenido siempre más promesas. Sus experimentos han fallado y los recursos que se hubieran obtenido por ellos se han evaporado.


No hay tiempo que perder.

De las muchas de las dificultades que enfrentan hoy la FIDE y las federaciones, tal vez la más alarmante sea el trato que Ilyumzhinov y sus aliados han hecho con la misteriosa compañía CNC. El acuerdo daría a CNC todo derecho comercial imaginable, dejando a la FIDE sin formas para generar utilidades como ocurre con otras federaciones deportivas. ¿Hay acaso un conflicto de intereses? ¿Tiene Ilyumzhinov o los miembros de su equipo acciones en CNC? La falta de transparencia es fatal para un desarrollo comercial y patrocinio apropiado. Sin mayor información, pareciera que la FIDE y las federaciones están siendo robadas de nuevo, igual que con los costosos errores previos de Ilyumzhinov, FIDE Commerce y Global Chess.

La reputación personal de Ilyumzhinov se ha convertido en una responsabilidad muy seria que no puede ser reparada.
Desde extraterrestres hasta cargos de homicidio, desde matches con escándalos como el de los baños entre Topalov y Kramnik hasta eventos cancelados y ahora su más reciente fantasía: de construir un centro de ajedrez cerca de la Zona Cero en Nueva York, la humillación pública para el ajedrez continúa. Al igual que cuando tomó su cargo en Kalmukia, Ilyumzhinov entró al mundo del ajedrez con grandes promesas de dinero y modernización. Su mandato en Kalmukia ha finalizado y el de la FIDE sigue los mismos pasos. Después de 15 años es tiempo de agradecer sus esfuerzos y empezar de nuevo, con una actitud renovada.

Qué es lo que ha mostrado la campaña

La campaña a la presidencia de la FIDE ha ilustrado muchas de las quejas que las federaciones han expresado sobre la actual administración. El desdén por las leyes es marca registrada de lo que se ha exhibido antes, cuando Ilyumzhinov rechazó el reconocer el voto público del apoyo de la federación rusa a favor de Karpov. Ilyumzhinov insiste que tiene a su favor el apoyo de Rusia, a pesar de las presiones que lo llevaron a renunciar a la presidencia de Kalmukia y a pesar del hecho de que el Ministro de Relaciones Exteriores ruso está apoyando abiertamente a Karpov a través de sus llamadas oficiales a los dirigentes de las federaciones locales.

El uso inapropiado de Ilyumzhinov de los recursos de la FIDE en su campaña han hecho la tarea doblemente difícil. Cinco federaciones han sido forzadas a presentar una demanda en Lausana (Suiza) para verificar la candidatura de Ilyumzhinov y al menos uno de los miembros de su planilla, Argentina ya ha retirado el apoyo a Ilyumzhinov para presidente.

La reputación de Ilyumzhinov debida a sus declaraciones salvajes y promesas imposibles fueron validadas por sus dichos de apoyo de las diversas federaciones a su campaña. Para parecer más fuerte de lo que es, su campaña ha repetido el apoyo de federaciones de las cuales no existe ninguna prueba. Muchas federaciones se han retractado bajo protestas. Debido a las amenazas de Ilyumzhinov y sus agentes en la FIDE, muchas federaciones nos han pedido no publicar su apoyo a Karpov. Un estado de las cosas nada aceptable.

Tal intimidación es desenfrenada y los jugadores son los que frecuentemente sufren más. Para tomar un reciente ejemplo, considérese la reacción de Ilyumzhinov a su aliado Iturry al ser despedido como cabeza de la federación peruana de ajedrez por su comportamiento impropio. Hace pocos días, Ilyumzhinov personalmente habló con el Instituto del Deporte de Perú y demandó que reincorporaran a Iturry ¡o en caso contrario podría impedir que los equipos peruanos (ya registrados y preparando su viaje) participaran en la Olimpiada de Ajedrez de Khanty-Mansiysk! Trágicamente este acto de extorsión no es atípico en la forma en que la campaña de Ilyumzhinov ha operado este año y atmbién ha sido documentado en elecciones pasadas.

Hacia Khanty-Mansiysk ¡y hasta la victoria!

La campana está prácticamente terminada. Los delegados y los participantes en la Olimpiada se aproximan a Khanty-Mansiysk. Esperamos que muchos de los cambios en vuelos y otras dificultades en la organización de la Olimpiada no interfieran con el importante evento de la elección. Desafortunadamente ya hemos recibido noticias de que algunas delegaciones han tenido que cancelar su participación debido a esas complicaciones.

Estamos ansiosos de reunirnos con todos en Khanty-Mansiysk. Esperemos contar con un proceso de elección bien llevado y honesto a pesar de las preocupaciones que han levantado los conflictos antes mencionados. El mundo del ajedrez merece una elección justa para seleccionar a su líder. Las federaciones merecen una oportunidad de tener control sobre la FIDE. Agradecemos su atención y esperamos que se unan con Anatoly Karpov en la transformación de la FIDE para hacer de ésta una organización digna de confianza de nuestro gran juego"

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Olimpíada de Xadrez vai começar

Vai começar a Olimpíada de xadrez na terra do presidente da Fide.

O evento se desenrolará de 19 de Setembro até 4 de Outubro.

Centenas de países inscritos e as escalações já estão disponíveis. Por aqui, no Interclubes, ainda chegaremos lá, pois a CONVERGÊNCIA promete revolucionar os costumes locais.

Pena que tivemos uma baixa na equipe brasileira.

Abaixo a posição oficial da CBX, a qual este blog não poderia discordar.

De lamentar que o imbróglio tenha ocorrido tão em cima do evento. Seria necessário aguardar tanto tempo ?! Viesse com um pouco mais de vagar, se aproveitaria a estadia do GM Krikor na Zoropa para que este viajasse direto para as estepes russas, ao invés de retornar ao Brasil para ter que tornar a viajar.

"terça-feira, 14 de setembro de 2010
ALTERAÇÃO NA EQUIPE BRASILEIRA - Comunicado oficial da CBX
Comunicamos à comunidade enxadrística nacional que o GM Giovanni Vescovi foi desligado da equipe, dando lugar ao GM Krikor Mekhitarian. A convocação da equipe brasileira foi operada em Maio deste ano, com aceitação do GM Vescovi, sem qualquer condição ou termo. Contudo, no dia de ontem, em e-mail dirigido a todos os componentes da equipe, Giovanni informou que não viajaria com a delegação brasileira no próximo dia 18, por ocasião de compromissos com a campanha do candidato Karpov à presidência da FIDE, chegando a Khanty-Mansiysk apenas no dia 23, após a disputa da Terceira Rodada.

Opiniões políticas divergentes fazem parte da vida em sociedade e não afetaram em nenhum momento a convocação do GM Vescovi, que se posicionou a favor da campanha de Karpov desde o início do ano, deixando a CBX ciente de seu posicionamento, isto muito antes da própria convocação. Contudo, é inaceitável que um jogador altere sem qualquer consulta prévia à CBX e aos próprios colegas de time, a sua forma de participação em uma competição desse jaez. A CBX consultou os demais integrantes da equipe e todos demonstraram não concordar com a postura adota pelo colega.

Enviamos e-mail ao GM Vescovi, explicando que tal mudança, já às vésperas da competição, era algo inaceitável. E pedimos, educamente ,uma decisão de sua parte: o compromisso com a CBX ou o compromisso com a campanha. Dentro de suas convicções pessoais e de forma educada, Giovanni expôs sua preferência pelos compromissos de campanha que alteraram sua disponibilidade para a equipe, assumidos recentemente. Respeitamos o GM Vescovi como atleta e pessoa, mas não poderíamos prejudicar os demais jogadores, uma vez que se trata de uma viagem cansativa e desgastante, sendo pesado por demais exigir que todos os demais jogassem 3 partidas consecutivas, sem possibilidade de qualquer substituição, enquanto um dos jogadores estaria em uma jornada de campanha política.

Pela opção de dar preferência aos compromissos eleitorais, em detrimento da equipe olímpica, comunicamos a desconvocação ao GM Vescovi e convocamos o GM Krikor Sevag Mekhitarian para integrar a equipe, tendo este aceitado prontamente.

AI Pablyto Robert
Presidente da CBX "

Blanco